Então o menino foi morar com a avó no campo. Lá ele conheceu uma menina, e ficou amigo dela rápido. A menina era a única criança que morava por perto.
Ela gostava de desenhar, de bichinhos e brincar de mágica. Gostava de fazer encantamentos e acreditava que eles funcionavam.
Um dia o menino viu coisas que um adulto teria medo. Mas ele não tinha.
Ele viu pessoas que não eram mais deste mundo, eram pessoas que já haviam morrido.
Cada uma delas tinha uma idade diferente. Cada uma delas estava procurando algo, que lhes era muito importante.
O menino resolveu que iria procurar cada uma das coisas que aquelas pessoas estavam procurando, e lhes devolveria.
Era como brincar de caça ao tesouro, uma pequena aventura.
Primeiro ele devolveu um sapato ao senhor de idade. Depois ajudou uma mulher a encontrar um bebê. E foi ajudando um a um, do mais velho ao mais novo.
Por último ajudou um menino mais ou menos da sua idade. Ele queria encontrar seus objetos mágicos. E ele os encontrou e devolveu a este menino.
Ele começou a mexer com suas pedrinhas mágicas, por que queria usá-las para encontrar sua mãe.
O menino que esteve até agora ajudando uma a uma daquelas pessoas, começou a se sentir triste ao ver aquele outro garoto. Por que ele sabia que nenhuma pedrinha mágica iria ajudá-lo.
Então ele começou a chorar, pois percebeu por que estava no campo morando com sua avó. Era porque sua mãe tinha morrido, e nenhuma mágica a traria de volta. Ele nunca mais iria vê-la.
Então ele chorou e voltou pra casa chorando.
Encontrou a menina no caminho, e disse que não iria mais brincar, pois aquela coisa de mágica era tudo bobagem.
A menina ficou irritada, e disse que ele teria que pedir desculpas se quisesse brincar de novo com ela.
Ele voltou pra casa da avó e ficou sentado do lado de fora enquanto continuava a chorar, e suas lágrimas inundavam seu rosto.
A menina ficou olhando de longe, pois esperava que ele pedisse desculpas para ela voltar a brincar com ele. Mas ele não pediu desculpas.
Suas lágrimas nunca acabaram.
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