Morreu junto à palavra "vida", que beijou seca o seu ouvido.
Nos seus olhos havia o brilho de uma estrada, em sua boca o estranho gosto do vento e em meio aos seus pensamentos o medo da morte. Seu medo fora sempre o de não poder dizer adeus.
Viu negro, turvo e mais nada viu.
Já não sabe de nada. Já não é.
Sua esperança é passado selado. Seus desejos como o seu corpo - a ser velado.
Agora é lama, flor, ódio, amor.
Não sente, mas fica em tudo. Eternizado.
E se sentisse talvez tomasse novamente com seus braços à vida.
Ouviria novamente: "Dizem que quanto mais alto se voa, mais se coloca em risco a vida".
E continuaria a temer...
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2 comentários:
Que saudade de suas belas palavras, meu belo amigo.
Por que é tão perigoso ser feliz?
É uma boa pergunta...
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